Paranavaí - PR, 11/10/2007

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PRÊMIO
Alemão leva sozinho
o Nobel de Química

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VIOLÊNCIA-EUA
Menino de 14 anos
abre fogo em escola

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PRÊMIO
Alemão leva sozinho
o Nobel de Química

SÃO PAULO (Folhapress) - Imagine estar trabalhando no seu escritório na manhã do seu aniversário e receber uma ligação da Suécia dizendo que você acaba de ganhar US$ 1,5 milhão e a maior honraria que um cientista pode receber. Aconteceu ontem com o alemão Gerhard Ertl, 71, que levou sozinho o Nobel de Química. "A princípio eu fiquei sem palavras. Depois lágrimas escorreram dos meus olhos, preciso confessar'', declarou a jornalistas na sede do Instituto Fritz Haber, em Berlim. Ertl levou o prêmio "por seus estudos sobre os processos químicos em superfícies sólidas'', segundo a Real Academia de Ciências da Suécia, que confere o Nobel. Combinando paciência e esperteza, ele lançou as bases de um novo campo de pesquisa - a química de superfícies -, que é a chave para entender processos tão distintos quanto a ferrugem e a produção de fertilizantes artificiais. Os estudos do alemão, publicados a partir dos anos 1970, deram detalhes inéditos sobre reações que ninguém antes conseguira observar. Compreender essas reações é fundamental, por exemplo, para aumentar a eficiência dos catalisadores de carros, que têm tornado o ar mais limpo em cidades do mundo inteiro. Nesses dispositivos, um gás tóxico, o monóxido de carbono (CO), reage em uma superfície metálica, de platina, transformando-se em gás carbônico (CO2). Catalisadores hoje são lugar-comum não apenas em carros, mas em diversos processos industriais. "A indústria conseguiu desenvolver catalisadores novos graças ao conhecimento que ele produziu'', disse o alemão Martin Schmal, professor de Engenharia Química da Coppe (Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia) da Universidade Federal do Rio de Janeiro. "Ele não criou a tecnologia, mas deu os fundamentos dela'', afirmou o pesquisador, que trabalhou no instituto de Ertl em Berlim. "Essa união entre sólidos e gases é crucial para a maneira como fazemos fertilizantes e limpamos os resíduos dos nossos carros, e é encontrada em muitas das reações químicas usadas para fazer os remédios modernos'', disse Mark Peplow, editor da "Chemistry World'', revista de química da Royal Society do Reino Unido. Outra aplicação da química de superfícies é o Santo Graal dos ambientalistas nestes tempos de aquecimento global: as células de combustível, que usam hidrogênio - o elemento mais abundante do Universo- para gerar energia, produzindo, em vez de CO2 e outros poluentes, o inócuo vapor d'água. O próprio Ertl não põe muita fé no futuro imediato dessa tecnologia: "Nós precisamos de um grande avanço nesse campo, mas francamente eu não vejo de onde ele poderia vir'', disse. Há desafios técnicos imensos, como achar o catalisador ideal para quebrar moléculas que fornecem o hidrogênio para o processo. O elemento não ocorre sozinho na natureza e precisa ser extraído de compostos como o gás natural, a água ou o etanol. Fazer isso com eficiência não é fácil nem comercialmente barato - por isso os carros a hidrogênio ainda são raros. O diabo nos detalhes - Diferentemente de outros ganhadores do Nobel, Ertl não desenvolveu uma teoria revolucionária, nem uma nova ferramenta para investigar um mistério até então insolúvel. O que ele fez foi criar um método para observar reações em superfícies nos seus mínimos detalhes, fazendo uso de tecnologias desenvolvidas por outros cientistas - como um tipo de tubo de vácuo que cria condições ideais de pressão e elimina contaminações causadas por outros gases no experimento. Foi graças a isso que Ertl conseguiu desvendar uma reação proposta por seu conterrâneo Fritz Haber (que lhe rendeu o Nobel em 1918): a síntese da amônia a partir do nitrogênio, que deu ao mundo os fertilizantes artificiais. Já se sabia como ela acontecia, mas, para aumentar sua eficiência, era preciso elucidar todos os passos da reação. Ertl fez isso. "Você precisa ser paciente'', afirmou ao site da Fundação Nobel. Ele é o segundo alemão agraciado neste ano. Anteontem, Peter Grünberg ganhou o Nobel de Física. Os EUA, que costumam levar a maioria dos prêmios em ciência, ficaram neste ano só com o de Medicina. Ironicamente, mesmo naquela área, nenhum dos vencedores era americano nato.

 

 

 

 

 


VIOLÊNCIA-EUA
Menino de 14 anos
abre fogo em escola

SÃO PAULO (Folhapress) - Um jovem de 14 anos abriu fogo contra pessoas na Escola Sucess Tech, no centro de Cleveland, no Estado de Ohio (EUA), deixando ao menos quatro feridos. Segundo a polícia, o jovem cometeu suicídio em seguida. Informações anteriores davam conta que a polícia teria atirado e matado o jovem. A escola fica perto de um escritório do FBI (polícia federal dos EUA). Dois homens, de 47 e 52 anos, e dois garotos, de 14 e 17, foram baleados. Uma jovem de 14 anos machucou o joelho ao fugir da escola. Três pessoas foram vistas sendo levadas de maca da escola. Segundo autoridades, a situação no local já foi controlada e não há, neste momento, mais nenhum perigo. O prefeito da cidade, Frank Jackson, disse que policiais realizam uma busca no local em todos os andares e que apenas uma pessoa deve ter disparado contra os alunos. Em abril, o estudante sul-coreano Cho Seung-hui matou 32 pessoas na Universidade Virginia Tech e depois se matou. O comportamento da universidade foi criticado em um relatório.

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