Paranavaí - PR, 11/10/2007

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PREÇOS/IBGE
Leite recua e puxa
inflação para baixo

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PIRATARIA

42% dos brasileiros
compraram produto pirata
neste ano, diz pesquisa

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FIESP/RANKING

Brasil tem um dos piores
índices de competitividade

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PREÇOS-IBGE

Custo da construção
civil teve alta de 0,42%
em setembro

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PREÇOS/IBGE
Leite recua e puxa
inflação para baixo

RIO (Folhapress) - Pressionada nos últimos meses especialmente pelo aumento do preço do leite e seus derivados, a inflação cedeu em setembro e o IPCA ficou em 0,18% - a menor marca desde agosto do ano passado (0,05%) e mais baixa taxa para o mês desde 1998 (-0,22%). Em agosto, o índice foi de 0,47%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado ficou abaixo das previsões de mercado, que apontavam para 0,25%. Boa parte do declínio da inflação foi provocado pela desaceleração do subgrupo leite e derivados, cujos preços médios caíram 1,2%, após quatro meses de altas expressivas. Com o fim da entressafra e a diminuição do consumo, o preço do leite esbarrou no teto, segundo Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE. A queda do leite fez com que os alimentos registrassem retração de 0,44% em setembro. Em agosto, haviam subido 1,39%. Também desaceleraram os preços de feijão carioca, frango e carnes. Sem a pressão dos alimentos, a inflação acumulada no ano freou a escalada dos meses anteriores. Com o resultado de setembro, o IPCA ficou em 2,99% no ano e em 4,15% nos últimos 12 meses. Diante dos sinais do fim da intensa pressão dos alimentos, do câmbio baixo e da contribuição favorável de diversos preços administrados, Nunes dos Santos diz que a inflação tende a "convergir para números mais baixos'' e pode até mesmo ficar abaixo de 4% neste ano, centro da meta do governo. "Não fosse o câmbio a pressão dos alimentos poderia ter sido maior neste ano''.

 

 

 

 

 

 


PIRATARIA
42% dos brasileiros
compraram produto pirata
neste ano, diz pesquisa

SÃO PAULO (Folhapress) - O consumo de produtos piratas cresceu entre 2006 e 2007, apesar de a parcela da população que compra tais itens permanecer no mesmo patamar. De acordo com pesquisa da Fecomércio-RJ (Federação do Comércio do Rio de Janeiro), em parceria com o Instituto Ipsos, 42% dos brasileiros assumiram que compraram produtos piratas neste ano, mesmo percentual de 2006. Para a entidade, isso significa que os consumidores desse tipo de mercadoria engrossaram a lista de compras. Entre o ranking de produtos mais procurados por esses consumidores, o CD ainda figura no primeiro lugar, com 86% das citações, resultado igual ao do ano passado. Em seguida, assim como em 2006, vem o DVD. Só que na comparação anual houve um salto na procura por esse item de 35% para 53%. O consumo de todos os demais produtos também aumentou. Quase todos os consumidores de produtos piratas (97%) justificou a compra pelo preço mais baixo, contra 93% do ano passado. Subiu de 4% para 6%, o percentual de pessoas que alegaram comprar o ilegal porque ele está disponível antes do original. Entre os 58% dos entrevistados que afirmaram não ter comprado produtos piratas, os principais motivos alegados foram: qualidade ruim (48%), falta de garantia (16%) e por prejudicar o comércio formal (10%). A pesquisa também revela que, apesar do alto consumo, os brasileiros reconhecem os malefícios da pirataria. Entre os entrevistados, 84% afirmaram que comprar produtos falsificados prejudica o fabricante ou artista; 81% que alimenta a sonegação de impostos; 80% que prejudica o comércio; 72%, que alimenta o crime organizado; 67% que causa conseqüências negativas para o consumidor e 65% que provoca o desemprego.

 

 

 

 

 

 

 

 


FIESP/RANKING
Brasil tem um dos piores
índices de competitividade

SÃO PAULO (Folhapress) - O Brasil possui um dos piores índices de competitividade entre os 43 maiores países do mundo. Esta é a principal conclusão do IC (Índice de Competitividade) de 2007 da Fiesp, que foi apresentado ontem. Entre os analisados, o Brasil ficou na 38ª colocação, com 17,4 pontos, em 100 possíveis. O Brasil só ficou à frente de Filipinas, Turquia, Colômbia, Índia e Indonésia. Segundo José Ricardo Roriz Coelho, diretor-geral da Decontec (Departamento de Competitividade e Tecnologia) da Fiesp, a má posição do Brasil não significa que o país não avança em sua competitividade, e sim, que os outros países o fazem de forma mais acelerada. "O Brasil tem evoluído muito, mas a competitividade é um termo relativo", afirmou. "Podemos estar avançando, mas a maioria dos países evolui em um ritmo mais acelerado". Os emergentes são os países que mais crescem no IC - e são os principais concorrentes do Brasil. Para o responsáveis pela pesquisa, o Brasil deveria ter o mesmo ritmo das nações em desenvolvimento. No topo do ranking estão Estados Unidos (93,9 pontos), Suécia (76,8), Japão (76,6), Suíça (65,1) e Noruega (74,4). Considerando os países da América do Sul, estão à frente do Brasil a Argentina (em 31º, com 37,9 pontos), o Chile (em 32º com 37,2) e a Venezuela (em 35º, com 26,7 pontos). Dos Brics, a China está em 27º com 42,7 pontos e a Rússia em 28º com 42,2.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


PREÇOS-IBGE
Custo da construção
civil teve alta de 0,42%
em setembro

SÃO PAULO (Folhapress) - O INCC (Índice Nacional da Construção Civil) teve alta de 0,42% em setembro, ante a variação de 0,29% em agosto. No acumulado deste ano, o INCC subiu 4,32%, e nos 12 meses, 5,39%. O custo nacional por metro quadrado variou de R$ 593,17 em agosto para R$ 595,68. A parcela de custo dos materiais de construção teve alta de 0,59% no mês e de 3,50% no acumulado deste ano. O custo de mão-de-obra, por sua vez, teve variação de 0,20%, tendo valorizado 5,45% no acumulado de janeiro a setembro. Nos 12 meses, o primeiro item teve alta de 4,74%, enquanto o segundo, de 6,72%. O indicador é calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em conjunto com a Caixa Econômica Federal. Região - No Sudeste, que possui o custo por metro quadrado mais caro do país (R$ 630,45), a variação foi de 0,34%, abaixo da média nacional. Na ponta oposta, a região Nordeste, com o custo por metro quadrado mais barato (R$ 558,83), a variação foi de 0,38%. A maior variação para esse custo (1,44%) foi registrada na região Norte, com um custo por metro quadrado de R$ 584,12. As regiões Sul (R$ 590,46) e Centro-Oeste (R$ 570,06) tiveram aumentos de 0,16% e 0,43%, respectivamente. Por Estado, a maior variação foi encontrada no Pará (3,05%), onde o custo por metro quadrado é de R$ 571,57. No Maranhão, o custo é de R$ 559,43, a variação foi de apenas 0,01% em setembro.

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