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PORTO DE PARANAGUÁ

Megaoperação para coibir tráfico de drogas

11/07/19 00:00:00 - Cotidiano > Estadual
Megaoperação para coibir tráfico de drogas Foram vistoriados 109 veículos que saíram do terminal com destino à África Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

A Administração dos Portos do Paraná, a Polícia Militar e Polícia Federal se integraram para uma megaoperação contra o tráfico de drogas no Porto de Paranaguá. Na noite desta terça-feira (9), um grupo de 20 homens, formado por integrantes da Guarda Portuária, militares e agentes federais, junto de cães farejadores, vistoriaram cerca de 109 veículos que saíram do terminal com destino à África.
Segundo o chefe da Unidade Administrativa de Segurança Portuária (UASP), major César Kamakawa, a ação é uma resposta ao aumento das apreensões nos embarques no Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). “A tecnologia e os equipamentos de scanner, aliados ao trabalho de fiscalização constante e a atuação da Receita Federal, fizeram com que as apreensões de droga aumentassem 13 vezes neste ano”, explicou.
As operações conjuntas passam a acontecer com mais frequência, também com a participação dos operadores portuários. “A intenção é unir as práticas e a inteligência de todas as forças de segurança para mapear as ações criminosas e combater o tráfico de drogas”, disse Kamakawa.
NOVA ORDEM - Mudanças administrativas adotadas pela administração portuária também têm auxiliado na maior segurança das áreas alfandegadas. “Uma nova ordem de serviço, que trata da atuação da Guarda Portuária, orienta as equipes de patrulhamento no cais a efetuarem mais efetivamente a abordagem de veículos e pessoas que acessam a faixa portuária, com verificação do crachá de identificação e demais documentações além de revistas nos veículos e cabines dos caminhões”, destaca o chefe da UASP.
OPERAÇÃO - A ação desta terça-feira teve início com a reunião estratégica dos grupos, às 18h30. Em seguida, por volta das 19 horas, os oficiais se deslocaram para dois pontos diferentes. Parte da equipe foi para o pátio em frente ao prédio Dom Pedro II, no cais, onde os 109 veículos para exportação estavam estacionados.
O restante do efetivo já se dirigiu ao berço 215, no TCP, onde o navio Grande Francia estava atracado. Das 19h30 às 20h30, conforme os 167 veículos importados, vindos da Alemanha, eram desembarcados, já passavam por vistoria. Enquanto isso, os veículos de exportação eram deslocados para este mesmo local, para começar o embarque. Das 20h40 às 22h10, como todos os veículos com destinos ao Uruguai e África vistoriados, a operação foi concluída. A reunião de encerramento e relatório foi realizada às 22h30.
FARO - Como explica o sargento Pires, da Companhia de Operações com cães do Batalhão e Operações Policiais Especiais (Bope), a missão foi assumida em apoio à Agência Central de Inteligência da Polícia Militar do Paraná - envolvida no trabalho de investigação sobre o tráfico de drogas.
“Nossa ação utilizou os cães de faro, da raça Pastor Belga Malinoa, na varredura para possível detecção de entorpecentes. O cão é treinado para esse fim e quando ele localiza o produto ele reage, ficando na postura de sentar. Nos últimos dois anos, esta é a primeira vez que atuamos no Porto de Paranaguá”, disse o sargento.
FEDERAL - Para o agente da Polícia Federal Alessandro Vivoni, coordenador da Comissão Estadual de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Cesportos), os Portos do Paraná são estratégicos em vários sentidos para o comércio exterior.
“Não é diferente na questão que diz respeito ao tráfico internacional de entorpecentes. O trabalho que estamos desenvolvendo aqui no Porto de Paranaguá é fundamental para coibir esse tipo de crime”, explicou. Ainda segundo o policial, muito trabalho está sendo feito, de forma cuidadosa. “A nossa atuação está em cima de inteligência. Quando a imprensa divulga a apreensão, estas são apenas as pontas dos trabalhos. Antes delas, muitas ações já foram realizadas”.
A integração entre as forças policiais do Estado e da Federação, com os demais entes que atuam no comércio exterior (como a Receita Federal) são fundamentais. “É uma resposta. Não apenas o crime está organizado. O Estado também está organizado e sempre se organizando. O importante é a gente fechar todas as portas possíveis”, concluiu.

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