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Evento capacita para atendimento em caso de foco de febre aftosa

13/08/19 00:00:00 - Cotidiano > Estadual
Evento capacita para atendimento em caso de foco de febre aftosa Participantes do treinamento iniciado ontem

Um simulado em emergência sanitária para atendimento de foco de febre aftosa foi aberto nesta segunda-feira (12), em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. O evento segue até 17 de agosto com o objetivo de preparar os profissionais para atendimento em uma eventual situação de foco da doença, já que o Paraná trabalha para se tornar Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação.
As atividades fazem parte do Plano Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa (Phefa), com a Coordenação Técnica do Comitê Veterinário Permanente do Mercosul (CVP/Mercosul) e Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (Panaftosa).
Participam 160 profissionais – fiscais da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), servidores estaduais de outros estados, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, da Defesa Civil, da Prefeitura de São José dos Pinhais, além de profissionais de outros países como Argentina, Uruguai, Bolívia, Chile e Paraguai.
De acordo com o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, a suspensão da vacinação contra a febre aftosa trará vários benefícios ao Estado, como a economia de cerca de R$ 30 milhões ao ano destinados à vacinação, a abertura de novos mercados e o isolamento do Paraná de outros estados, evitando a entrada de doenças com o fortalecimento das barreiras.
“A estratégica técnica de imunização trouxe resultados positivos. Nós não temos mais casos nem evidências do vírus circulando em nosso meio há muito tempo. Esse simulado é para aferir a capacidade de ação e intervenção da equipe, do complexo organizado. O fim da vacinação vai ajudar nossa economia a crescer”, diz.
O secretário de Estado da Segurança Pública, Romulo Marinho Soares, que também participou da abertura do evento, disse que a pasta está pronta para atuar nas ações de monitoramento das fronteiras do Estado. “Vamos fortalecer o controle da entrada de animais no Paraná, estabelecer uma força-tarefa, fazer o mapeamento, para que possamos realizar o trabalho da melhor maneira possível”, disse.
O Ministério da Agricultura atua em conjunto com o serviço veterinário do Estado para atualizar constantemente o manual de procedimentos necessários. “A gente espera que isso seja bastante discutido e praticado ao longo dessa semana para que possamos estar preparados. Trabalhamos para nos fortalecer para esse momento”, diz o diretor do Departamento de Defesa Agropecuária da Secretaria de Saúde Animal, Geraldo Marcos de Moraes.
PARCERIA - Em todo o processo de busca pelo status de Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação, o Paraná conta com parceiros do setor privado. “A parceria público-privada é de fundamental”, disse o assessor da diretoria da Federação da Agricultura do Paraná (Faep) Ronei Volpi. Ele também é diretor-executivo do Fundepec, um fundo para eventuais emergências sanitárias, um dos fatores que contribuem para que o Paraná esteja preparado para a retirada da vacinação.
O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, destacou que a expectativa de abertura de mercados estimula mais investimentos no Paraná. “Não basta produzir, nós temos que identificar e trabalhar as demandas e ter disposição para investir. As cooperativas do Paraná estão investindo muito nos últimos anos, mais de 70% dentro da agroindústria. Queremos dar sequência a isso”, completa.
RECONHECIMENTO - Lideranças do setor têm reconhecido o preparo do Paraná em busca do novo status. Segundo o coordenador da área de Febre Aftosa no Centro Pan-americano de Febre Aftosa (Panaftosa), Alexandro Rivera Salazar, o Estado tem um grande potencial e este é o momento de realizar a mudança. “Os trabalhos de vigilância demonstram ausência de transmissão. Há evidência de que os vírus que circularam no passado não circulam mais. Esses treinamentos acontecem em vários países, e têm que ser feitos para mostrar a capacidade de resposta. O Estado tem um sistema de prevenção e está bem preparado”.
COMO FUNCIONA - As atividades do simulado envolvem questões teóricas e práticas e seguem as diretrizes do Plano Nacional de Contingência para a doença, explica o diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins. Isso inclui, por exemplo, localizar a propriedade, isolá-la, vacinar os animais e fazer a vigilância permanente, simulando todo o procedimento necessário.
“Além da teoria, os técnicos também vão às propriedades simulando um foco da aftosa e todo o atendimento que precisa ser feito. Assim, estarão preparados para atender o mais rápido possível em caso de foco da doença”.
Em setembro, o Ministério da Agricultura deve publicar um ato normativo que mudará o status do Paraná para Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação e a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) deve reconhecer a condição do Estado em 2021.

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