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HISTÓRIA

Paraná, 161 anos de emancipação política

19/12/14 00:00:00 - Cotidiano > Estadual

Quarenta e dois anos depois da primeira manifestação, aconteceu  a emancipação político-administrativa do Paraná em relação a São Paulo. Em 19 de novembro de 1811 foi criada a Comarca de Paranaguá e Curitiba, como território integrado à Capitania de São Paulo. Em 6 de julho do mesmo ano, a Câmara Municipal de Paranaguá apelou ao príncipe regente, Dom João VI, solicitando a emancipação da comarca e a criação da capitania do Paraná, independente de São Paulo. Mesmo após a Independência do Brasil, EM 1822, porém, os paranaenses continuaram submetidos a São Paulo.
Dois episódios tornaram evidente a importância política e estratégica da região: a Guerra dos Farrapos e as Revoltas Liberais de 1842.
A Guerra dos Farrapos (1835 a 1845), que começou no Rio Grande do Sul e se espalhou pela Província de Santa Catarina, era contra a centralização política imposta pelas exigências e o encarecimento dos produtos da pecuária sulina. As Revoltas Liberais de 1842, em Minas Gerais e São Paulo, foram promovidas pelo Partido Liberal, contra o ato de Dom Pedro II que dissolveu a Assembléia Geral.
Em 6 de fevereiro de 1842, uma lei provincial de São Paulo elevou Curitiba à categoria de cidade.
A economia paranaense expandia-se com a produção local da erva-mate, exportada para os mercados argentino, uruguaio, paraguaio e chileno, além do comércio de gado. O mate era o principal produto de exportação do Paraná, na época.
Em 29 de agosto de 1853, foi aprovado o projeto de criação da província do Paraná por força da lei imperial nº 704, assinada por Dom Pedro II. Embora a lei tivesse sido aprovada, o fato é que a Emancipação política do Paraná ainda demorou quatro meses para se concretizar. Como resultado de lei imperial, em 19 de dezembro de 1853, a província do Paraná separou-se da de São Paulo, deixando de ser a 5ª Comarca de São Paulo. Curitiba foi escolhida como capital da nova província e, na mesma data da emancipação política da província, chegou à capital Zacarias de Góis e Vasconcelos, o primeiro presidente (governador) do Paraná, que logo declarou que todos os seus problemas de administração poderiam ser resumidos em um só: povoar um território de 200 mil km² que contava com apenas 60.626 habitantes. Essa população distribuía-se principalmente nas cidades de Curitiba e Paranaguá.
A partir de então, um programa oficial de imigração europeia contribuiu para a expansão do povoamento e o aparecimento de novas atividades econômicas. As maiores levas de imigrantes que chegaram foram os poloneses, ucranianos, alemães e italianos e, os menores contingentes, suíços, franceses e ingleses. Para receber os novos habitantes para a região, foram fundados núcleos coloniais, principalmente no Planalto de Curitiba. Iniciou-se a exploração da madeira.
O novo impulso de desenvolvimento ocorreu com a implantação de ferrovias na Província. Em 1880, iniciavam-se as obras de construção da Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá, atravessando um dos trechos mais íngremes da Serra do Mar. Entre picos abruptos e abismos, engenheiros brasileiros construíram uma das obras-primas da engenharia mundial. Em 1885, os trens passaram a correr pela primeira vez entre Paranaguá e Curitiba.
A indústria madeireira desenvolveu-se com o aparecimento de outras ferrovias, ligando as regiões das Matas de Araucárias aos portos, principalmente de Paranaguá, e a São Paulo. Grande número de serrarias ia acompanhando as ferrovias em direção ao interior do Estado. Com o avanço das estradas de ferro que acompanhavam a expansão do café de São Paulo, o transporte com mulas foi desaparecendo. O declínio do comércio de muares acarretou uma crise na sociedade pastoril paranaense, dando lugar ao ciclo do café.
(SB)

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