Paranavaí
Min. 20°C Max. 36°C
INTERNACIONAL

América Latina e Caribe exportarão 25% dos itens agrícolas em 10 anos

12/07/19 00:00:00 - Cotidiano > Internacional

Marieta Cazarré 
Da Agência Brasil 

A América Latina e o Caribe, região rica em terra e água, representarão mais de 25% das exportações mundiais de produtos agrícolas e pesqueiros em 2028. A previsão é um aumento de 22% para os cultivos, 16% para os produtos animais e 12% para os peixes na próxima década. A produção de cereais, no entanto, deve diminuir, com taxas de crescimento anuais de metade das observadas nas duas últimas décadas.
Os dados são do novo relatório desenvolvido pela parceria entre Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico e Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação. O estudo intitulado "Perspectivas Agrícolas 2019-2028" avalia a perspectiva dos próximos dez anos para os mercados em escala nacional, regional e mundial. A edição deste ano tem um enfoque especial na região da América Latina e Caribe (ALC).
A ALC atualmente representa 14% da produção mundial e 23% das exportações mundiais de produtos básicos agrícolas e pesqueiros. Segundo o relatório, embora o comércio global de commodities agrícolas e pesqueiras continue a se expandir nos próximos dez anos, o ritmo será menor (cerca de 1,3% ao ano) do que a taxa média de 3,3% na última década.
Segundo o relatório, o grande desafio da região será garantir que o crescimento agrícola futuro seja mais sustentável e inclusivo do que era no passado. O progresso é necessário nas áreas de nutrição, proteção social e ambiental e apoio à subsistência, uma vez que a pobreza rural, a fome e a obesidade estão aumentando na região.
SEGURANÇA ALIMENTAR - A segurança alimentar ainda representa um problema para a ALC, já que muitas famílias não conseguem arcar com os custos dos alimentos que necessitam. De acordo com o documento, como a pobreza extrema aumentou a partir de 2015, é primordial aumentar o poder aquisitivo das comunidades mais vulneráveis - um objetivo que depende fundamentalmente do desenvolvimento agrícola.
Políticas inovadoras de segurança alimentar e nutrição também são necessárias para conter o recente aumento da fome e o aumento de décadas na obesidade, já que a região tem a segunda maior prevalência de pessoas com sobrepeso e obesidade no mundo, atrás apenas da América do Norte.
OPORTUNIDADES - O relatório indica que há fortes oportunidades de crescimento na região para a produção de frutas e verduras de alto valor, que proporcionam melhores condições para a agricultura familiar e dietas mais saudáveis para a população.
Para os produtos básicos, como o milho, o arroz e a carne bovina, um crescimento maior da demanda internacional em relação à demanda doméstica significará que uma parte maior da produção será destinada à exportação.
O documento projeta um consumo maior de frutas, legumes, carnes, laticínios e peixes para a América Latina e Caribe, em comparação com alimentos básicos, como milho, arroz e feijão. Espera-se que o consumo per capita de milho, por exemplo, diminua em 4,3% na próxima década.
Em 2028, a região deverá produzir 233,5 milhões de toneladas de milho (18% do total mundial), 22,1 toneladas de grãos secundários (3% do total mundial), 21,4 tonaledas de arroz (4% do total mundial) e 37,3 toneladas de trigo (11% do total mundial).
A produção de soja crescerá durante a próxima década, com maior expansão do uso da terra para a soja. Espera-se que a taxa de crescimento da produção anual para a região como um todo caia de 6,9%.
O relatório prevê um aumento na demanda interna por proteínas de origem animal. O consumo per capita de carne bovina e suína deve crescer cerca de 10% na próxima década (12% de peixe, 15% de aves). O crescimento médio anual da produção de carne bovina irá desacelerar ligeiramente na próxima década - para 1,2% ao ano - em comparação com 1,4% nas duas décadas anteriores.
AGRICULTURA DIVERSA - De acordo com o documento, a ALC tem uma grande variedade na estrutura da agricultura. Enquanto no Cone Sul (particularmente na Argentina e no Brasil, mas também no Uruguai), a agricultura é dominada por grandes fazendas voltadas à exportação, em grande parte do resto da região é caracterizada por pequenos produtores e agricultura familiar. Estima-se que existam 15 milhões de pequenos produtores na região, responsáveis por uma parcela substancial da produção de alimentos.
Segundo o relatório, o Brasil é o maior exportador agrícola e alimentício da região US$ 79,3 bilhões em 2017), seguido por Argentina (US$ 35,0 bilhões), México (US$ 32,5 bilhões), Chile (US$ 17 bilhões), Equador (US$ 10,4 bilhões) e Peru (US$ 8,8 bilhões). Alguns países latino-americanos são também importantes importadores de produtos agro-alimentares, como o México, que está entre os principais importadores mundiais de milho, soja, laticínios, suínos e aves. E o Brasil é um dos maiores importadores mundiais de trigo.

Cotidiano

DIREITOS HUMANOS

Papa pede respeito a indígenas em abertura de Sínodo da Amazônia

INTERNACIONAL

Canonização de Irmã Dulce será em 13 de outubro

INTERNACIONAL

Mercosul e União Europeia fecham acordo de livre comércio

INTERNACIONAL

OMS alerta para epidemia de DSTs na era dos aplicativos de encontros

VIAGEM/PRESIDENTE

“Todas as opções estão na mesa”, diz Trump sobre Venezuela

TRÊS ESTATUETAS

Green Book é eleito o melhor filme e vence o Oscar

INTERNACIONAL

Battisti ficará sozinho em cela de alta segurança por seis meses

SONDA INSIGHT

Marte acaba de receber seu mais novo "morador robótico", comemora Nasa

ENCONTRADO UM ANO DEPOIS

Marinha argentina diz que submarino sofreu implosão

SOCIEDADE INDIANA

Adultério deixa de ser crime na Índia

ACIDENTE

Busca por submarino argentino detecta sinal importante no fundo do mar

CRATERAS LUNARES

Nasa informa que a Lua tem dois depósitos de gelo

ECONOMIA

Disputa comercial entre China e EUA pode beneficiar soja brasileira

NÚMEROS

Economia mundial dá sinais favoráveis de crescimento, diz FMI

ATAQUE

Ofensiva foi uma reação aos ataques a civis, diz Pentágono

FRANCISCO

Papa pede ajuda para pobres e critica os que “gastam alegremente”

CRISE

Primeira-ministra diz que Reino Unido não tolerará ameaças russas a cidadãos britânicos

STEPHEN HAWKING

Morre o cientista mais popular do mundo

RELIGIÃO

Santo Sepulcro é reaberto aos peregrinos após três dias de fechamento

CRISE

Donald Trump: “Se sanções não funcionarem, iremos para a fase 2”

agência dream