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Toffoli abre inquérito para investigar fake news e ameaças à Corte

15/03/19 00:00:00 - Cotidiano > Nacional
Toffoli abre inquérito para investigar fake news e ameaças à Corte Ao fazer o anúncio, Toffoli fez uma defesa enfática do Supremo e da liberdade de imprensa Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

BRASÍLIA (ABR) - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, anunciou, no início da sessão plenária de ontem, a abertura de um inquérito para apurar notícias falsas (fake news) que tenham a Corte como alvo.
A medida foi tomada “considerando a existência de notícias fraudulentas, conhecidas como fake news, denunciações caluniosas, ameaças e infrações revestidas de ânimos caluniantes, difamantes e injuriantes, que atingem a honorabilidade e a segurança do Supremo Tribunal Federal (STF), de seus membros e familiares”, disse Toffoli.
Ele designou o ministro Alexandre de Moraes como relator da investigação, sem dar mais detalhes sobre o alvo específico do inquérito. Segundo a assessoria do Supremo, trata-se de um procedimento sigiloso.
Ao fazer o anúncio, Toffoli fez uma defesa enfática do Supremo e da liberdade de imprensa. “Tenho dito sempre que não existe Estado Democrático de Direito, não existe democracia, sem um Judiciário independente e sem uma imprensa livre”.
REPRESENTAÇÃO CONTRA PROCURADOR - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, anunciou anteontem que vai entrar com uma representação no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e na corregedoria do Ministério Público Federal (MPF) contra o procurador da força-tarefa da Operação Lava Jato Diogo Castor.
A medida foi tomada pelo ministro durante a sessão de julgamento sobre a competência da Justiça Eleitoral para conduzir inquéritos de investigados na Operação Lava Jato. 
Por meio de um dos advogados que atuam no processo, Toffoli tomou conhecimento de um artigo assinado pelo procurador e publicado em um site de notícias, no qual Castor questionou a competência desse ramo da Justiça para atuar em casos de corrupção. 
Segundo o procurador, a Justiça Eleitoral, "historicamente, não condena ou manda ninguém para prisão"
Em seguida,Toffoli disse que a Justiça Eleitoral não pode sofrer ataques de integrantes da Lava Jato. Segundo o presidente, a Justiça Eleitoral nunca se intimidou com nada e que ataques sem fundamento não serão tolerados.

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