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“DIA MUNDIAL DO SONO”

Consequências negativas de noites mal dormidas

15/03/19 00:00:00 - Cotidiano > Nacional

SÃO PAULO - O Dia Mundial do Sono é celebrado internacionalmente como forma de conscientizar a população sobre a importância em se ter uma noite de sono ininterrupta e de qualidade, bem como as consequências nocivas para aqueles que sofrem de privação do sono a longo prazo. 
Neste ano, o slogan da Campanha é “Sono Saudável, Envelhecimento Saudável”, já que o sono sadio é um dos principais pilares para a manutenção da boa saúde e, quando ele é ruim, a qualidade de vida fica prejudicada.
De acordo com a Sociedade Mundial do Sono, cerca de 45% da população mundial registra algum problema para dormir. “As pessoas precisam saber que existem diversos tipos de distúrbios do sono, mas o principal é que podemos atuar na prevenção, no diagnóstico e no tratamento, basta que os portadores destes distúrbios procurem por ajuda especializada”, alerta o Coordenador do Departamento de Medicina do Sono da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, Fabio Lorenzetti.
Segundo o especialista, a privação de sono, quando ocorre de maneira rotineira, pode causar fadiga, diminuição dos reflexos, sonolência diurna, queda da imunidade, dificuldade de concentração, problemas de memória e ganho de peso. 
“A longo prazo, este sono insuficiente pode ocasionar graves distúrbios mentais, dificuldade em formar frases e perda do foco de atenção. Outros possíveis efeitos de noites mal dormidas são: problemas crônicos de pele; apetite aumentado, principalmente para refeições calóricas; menor propensão a convívio social; atraso nos horários de atividades; entre outros”, revela.
De acordo com Lorenzetti, algumas medidas simples são indicadas para minimizar o risco de o indivíduo sofrer com problemas relacionados ao sono. 
“Estabeleça uma rotina de horários regulares, para dormir e acordar; pratique atividades físicas, preferencialmente pela manhã; evite ingerir bebidas que contenham cafeína no período da noite; mantenha o ambiente em silêncio, confortável e com baixa luminosidade; evite o consumo de álcool e o tabagismo; controle seu peso e tenha uma dieta balanceada. Se, mesmo assim, não conseguir atingir boas noites de sono, o mais indicado é procurar um especialista para avaliação detalhada, diagnóstico e tratamento adequados”, afirma o Coordenador do Departamento de Medicina do Sono da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial.
Por fim, o especialista ressalta ainda que o sono ruim pode acelerar o envelhecimento do indivíduo. “Pelo menos um terço da população pode apresentar distúrbios respiratórios noturnos, como ronco e apneia do sono, que podem acarretar outros problemas de saúde e o otorrinolaringologista é um dos especialistas aptos a tratar desses distúrbios”, finaliza.

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