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Comércio e setor de serviços eliminam mais de 3 mil vagas formais em março

18/05/19 00:00:00 - Cotidiano > Nacional

Após gerar mais de 50 mil postos de trabalhos em fevereiro, o mercado de trabalho dos setores de comércio (varejista e atacadista) e serviços no Estado de São Paulo fecharam 3.002 empregos formais, resultado de 282.901 admissões contra 285.903 desligamentos em março. Consequência de parte dos trabalhadores temporários contratados no final de 2018 serem dispensados tardiamente, devido ao Carnaval ter ocorrido no início do mês.
Os dados compõem as pesquisas de emprego no comércio varejista, atacadista e setor de serviços do Estado de São Paulo (PESPs Varejo, Atacado e Serviços), apuradas mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base nos dados do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), e pelo impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, calculado com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).                        
Para assessoria econômica da Federação, mesmo com a sazonalidade habitual do primeiro trimestre, observa-se que houve desaceleração na geração de empregos, ficando abaixo das estimativas realizadas ano passado para 2019, que chegaram a um milhão de novas vagas em toda economia, frente a até 3% de alta no PIB. Entretanto, novas considerações reduziram esses números pela metade. O que ocorre em razão das atuais instabilidades econômica e política provocadas pela demora nas tramitações das principais reformas que eram aguardadas pelo empresariado, como a da Previdência e a Tributária.
 Além disso, houve alta nos indicadores de endividamento e inadimplência, causando retração na confiança dos comerciantes e consumidores. Espera-se resultados melhores nas pesquisas de emprego dos próximos meses, mas com movimentos lentos, sem grandes elevações, alcançando números semelhantes aos de 2018. Assim, o fechamento do ano tende a ser positivo, no entanto, sem a recuperação que se esperava das vagas perdidas nos períodos de crise,  entre 2015 e 2016.
 A Entidade sugere que os empresários refaçam suas projeções e se adaptem à nova realidade. A Federação recomenda cautela na contratação de novos empréstimos para expansão, por exemplo. Também é importante reavaliar o quadro de funcionários diante de uma estimativa de vendas menor e frear novas contratações. Os pequenos precisam se atentar ainda mais à gestão de preços, fornecedores, caixa e estoques, visto que tem mais dificuldades de negociar, precificar e realizar promoções.

Cotidiano

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