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VIOLÊNCIA/RIO

Um dia após repercussão, Temer chama de "absurdo" estupro coletivo

A Polícia Civil já pediu a prisão de quatro homens após a abertura de inquérito para identificar 33 suspeitos. A investigação teve início após um vídeo da jovem, nua e desacordada, ser postado em redes sociais na terça

28/05/16 00:00:00 - Cotidiano > Policial
 Um dia após repercussão, Temer chama de Os delegados de Repressão a Crimes de Informática, Alessandro Thiers (E), da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Fernando Veloso e da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima, Cristina Bento, falam sobre caso de estupro coletivo sofrido por jovem de 16 anos - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

BRASÍLIA - No dia seguinte à repercussão negativa por não ter se pronunciado prontamente sobre o estupro coletivo de uma jovem de 16 anos no Rio de Janeiro, o presidente interino Michel Temer (PMDB) divulgou nota nesta sexta-feira (27) repudiando o ocorrido.
O peemedebista classificou como um "absurdo que em pleno século 21 tenhamos que conviver com crimes bárbaros como esse" e anunciou que o ministro Alexandre de Moraes (Justiça) convocou uma reunião na terça-feira (31) com secretários de segurança pública do país para tomar "medidas efetivas para combater a violência contra a mulher."
"Repudio com a mais absoluta veemência o estupro da adolescente no Rio de Janeiro. É um absurdo que em pleno século 21 tenhamos que conviver com crimes bárbaros como esse", disse.
A ausência de um posicionamento do presidente interino gerou críticas na redes sociais. A reportagem entrou em contato nesta quinta-feira (26) com a equipe do peemedebista, que não se pronunciou. A presidente afastada Dilma Rousseff (PT) usou o Twitter para falar do assunto no mesmo dia. "Mais uma vez, reafirmo meu repúdio à violência contra as mulheres. Precisamos combater, denunciar e punir este crime", escreveu.
Para o ministro da Justiça, "o estupro representa a maior violência à dignidade da mulher e deve ser duramente reprimido".
O presidente interino disse ainda que criará um departamento na Polícia Federal para crimes contra mulheres, que agrupará informações estaduais e coordenará ações em todo país. "Nosso governo está mobilizado, juntamente com a secretaria de segurança pública do Rio de Janeiro, para apurar as responsabilidades e punir com rigor os autores do estupro e da divulgação do ato criminoso nas redes sociais", disse.
Desde a noite de quarta-feira (25), o Ministério Público do Rio de Janeiro e a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática já apuravam denúncia de um estupro coletivo em uma comunidade no bairro da Praça Seca, na zona oeste da capital fluminense.
CASO - A Polícia Civil já pediu a prisão de quatro homens após a abertura de inquérito para identificar 33 suspeitos. A investigação teve início após um vídeo da jovem, nua e desacordada, ser postado em redes sociais na terça (24). Entre os quatro suspeitos identificados estão dois rapazes que divulgaram imagens da menina na internet; os outros dois teriam praticado abusos. O garoto com quem ela se relacionava também teve a prisão pedida. Os suspeitos têm entre 18 e 41 anos.
Na gravação, um grupo de homens, em meio a risadas, toca nas partes íntimas da garota e diz que ela foi violentada por "mais de 30". Em 2009, a lei 12.015 foi alterada e passou a considerar, além da conjunção carnal, atos libidinosos como crime de estupro.
A vítima depôs à polícia na madrugada desta quinta e contou que saiu de casa no sábado (21), à 1h, para ir à comunidade da Barão, em Jacarepaguá. Lá, encontraria um garoto de 19 anos com quem estava "ficando" e a quem identificou como "Petão".
Os dois se conheceram no colégio há três anos. A jovem contou que, ao chegar na Barão, foi para a casa do rapaz, onde ficaram sozinhos. A partir daí, afirmou só se lembrar de ter acordado no dia seguinte, domingo, em outra casa.
Segundo seu relato, estava dopada, nua e sendo observada por 33 homens armados de fuzis e pistolas. A polícia suspeita que eles integrem a quadrilha de traficantes de drogas que atua na região.
REPERCUSSÃO - A denúncia de estupro coletivo gerou fortes reações nas redes sociais, com manifestações de indignação e a convocação de protesto contra a violência sexual.
O estupro coletivo da adolescente também desencadeou um amplo debate sobre a existência de uma cultura do estupro no Brasil em sites de publicações pelo mundo. Órgãos de imprensa de diferentes continentes relataram a investigação do crime e a campanha massiva que tomou as redes sociais no Brasil.
A ONU Mulheres Brasil, um braço das Nações Unidas no país, também divulgou nota se solidarizando com as vítimas de estupro coletivo no país. A declaração cita, além do caso do Rio de Janeiro, um estupro ocorrido contra uma garota de 17 anos, no último dia 20 no Piauí.
A organização pede às autoridades brasileiras que não permitam a exposição social das vítimas. "À sociedade brasileira, a ONU Mulheres pede a tolerância zero a todas as formas de violência contra as mulheres e a sua banalização", diz a nota.

FAMÍLIA EM CHOQUE 
Após o depoimento, a garota foi encaminhada a um hospital público no qual recebeu um coquetel de medicamentos para evitar doenças sexualmente transmissíveis. Também foi examinada no Instituto Médico Legal.
A família da adolescente, que é mãe de um garoto de três anos, soube do crime por meio de um vizinho, que telefonou após ver o vídeo na internet, na quarta.
"Chorei quando vi o vídeo. Choramos todos. Me arrependi de ter visto. Quando ouvimos a história, não acreditávamos no que estava acontecendo. É uma situação deprimente", afirmou a avó materna da adolescente.
"Ela não está bem. Está muito confusa. A coisa foi muito séria", afirmou. "Estamos muito fragilizados. O pai dela sofreu dois AVCs [Acidente Vascular Cerebral] no último ano", disse a avó. 

“Não dói o útero e sim a alma”, diz vítima
A adolescente de 16 anos que foi vítima de um estupro coletivo na comunidade da Barão, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio, usou as redes sociais nesta sexta-feira (27) para desabafar sobre a agressão que sofreu. 
"Todas podemos um dia passa e por isso... Não, não dói o útero e sim a alma por existirem pessoas cruéis sendo impunes!! Obrigada ao apoio", escreveu a menina. A mensagem da jovem foi a segunda publicada por ela em referência à agressão que sofreu. 
Na noite desta quinta (26), ela já havia feito um agradecimento em sua página na rede social: "Venho comunicar que roubaram meu telefone e obrigada pelo apoio de todos. Realmente pensei que seria julgada mal". 

Polícia não descansará até prender todos 
os envolvidos em estupro, diz Beltrame
O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, afirmou ontem que as autoridades “não vão descansar até identificar e prender” todos os envolvidos no estupro coletivo de uma jovem de 16 anos, ocorrido no último fim de semana, em Jacarepaguá, zona oeste da capital fluminense.
De acordo com o relato da jovem à polícia, ela teria sido violentada por 33 homens fortemente armados numa casa no alto do Morro São José Operário, na Praça Seca. Os homens seriam ligados ao tráfico de drogas na região.
“Estamos com duas delegacias investigando essa barbárie, para uma rápida resposta à sociedade. Esse episódio mostra como operam as punições das facções criminosas, que ainda tentam impor o silêncio às vítimas e testemunhas. Não vão conseguir. Não vamos descansar até identificar e prender todos”, disse Beltrame em comunicado publicado no Twitter da secretaria.
A Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal do Rio de Janeiro também se manifestou contra o espisódio e cobrou “rapidez na apuração, identificação dos responsáveis e punição dos envolvidos no crime”. “Trata-se de um ato de barbárie e covardia”, afirmou em nota o presidente da comissão, Jefferson Moura (Rede). (Reportagem: Douglas Corrêa, da Agência Brasil)

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