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Paranavaí terá paralisação contra a reforma da Previdência

18/02/18 00:00:00 - Cotidiano > Política
Paranavaí terá paralisação contra a reforma da Previdência Para aprovação da proposta, Governo Federal precisa de 308 votos. Câmara tem 513 deputados - Foto: Divulgação

Trabalhadores de todo o Brasil, uni-vos. O apelo das centrais sindicais é para que a população se posicione contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, de 2016, que estabelece mudanças no sistema previdenciário. Atos e manifestações serão realizados nesta segunda-feira (19).
Em Paranavaí, o ato público será das 10 às 12 horas, em frente à agência do Banco do Brasil, no centro da cidade. A possibilidade de outros pontos de mobilização não é descartada pelo grupo que organiza a manifestação, a Frente Brasil Popular.
Diferentes entidades sindicais e movimentos sociais estão engajados nos protestos contra a reforma da Previdência. A lista inclui APP-Sindicato, Sindicato dos Bancários, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Central Única dos Trabalhadores e agremiações estudantis.
Em documento elaborado pela Frente Brasil Popular de Paranavaí, as mudanças propostas pelo Governo Federal são classificadas como indignas, porque retiram direitos e atendem exclusivamente aos interesses do capital financeiro. Aprovada, a reforma prejudicaria a aposentadoria de trabalhadores e trabalhadoras.
O texto destaca o posicionamento da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que considera a PEC 287 o caminho para a perda de direitos sociais. O presidente da organização católica, cardeal Sérgio da Rocha, afirmou que a reforma da Previdência “escolhe o caminho da exclusão social”.
A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito também se posicionou contra a proposta. O argumento é que reforçará a perda de direitos, sobretudo dos mais pobres, e afetará a dignidade que se deve ter durante a velhice.
LUTA DE TODOS - No material distribuído pela Frente Brasil Popular de Paranavaí, consta o convite para que as instituições religiosas e as organizações da sociedade civil se unam à manifestação desta segunda-feira. Movimentos sindicais, estudantis, partidários e assistenciais também são chamados ao protesto.
Uma das sugestões feitas pelo grupo local é que os cidadãos enviem mensagens para os parlamentares, pedindo para que se posicionem contra a proposta do Governo Federal. O documento apresenta um site em que é possível verificar como os deputados federais pretendem votar.
Para verificar, basta acessar a página Na Pressão! (www.napressao.org.br/campanha/reforma-da-previdencia). Até a manhã de ontem, o site indicava que 173 parlamentares são favoráveis à reforma da Previdência, 195 estão indecisos e 153 são contra.
OS VOTOS - Entre os paranaenses, votam pela aprovação das mudanças: Alex Canziani (PTB), Dilceu Sperafico (PP), Edmar Arruda (PSD), Evandro Roman (PSD), Giacobo (PR), Takayama (PSC), Alfredo Kaefer (PSL), João Arruda (PMDB), Luiz Carlos Hauly (PSDB), Osmar Serraglio (PMDB), Reinhold Stephanes (PSD), Rocha Loures (PMDB) e Sergio Souza (PMDB).
Na lista de contrários estão Aliel Machado (Rede), Assis do Couto (PDT), Diego Garcia (PHS), Enio Verri (PT), Zeca Dirceu (PT), Leopoldo Meyer (PSB) e Luciano Ducci (PSB).
Os paranaenses que ainda não se posicionaram: Toninho Wandscheer (Pros), Christiane Yared (PR), Delegado Francischini (SD), Hermes Parcianello (PMDB), Leandre (PV), Luiz Nishimori (PR), Nelson Meurer (PP), Nelson Padovani (PSDB), Osmar Bertoldi (DEM), Rubens Bueno (PPS) e Sandro Alex (PSD).
Para que a reforma da Previdência seja aprovada na Câmara dos Deputados, são necessários 308 votos favoráveis, do total de 513 parlamentares. Por enquanto, a base aliada a Michel Temer ainda não dispõe da quantidade mínima, por isso, os governistas correm contra o tempo em busca de mais adesão.
DEFESA - De acordo com o Governo Federal, as mudanças são necessárias para evitar a falência da Previdência. Números dariam conta de um déficit no sistema de pagamento de aposentadorias e outros benefícios sociais, o que tornaria a reforma imprescindível. Sem a aprovação da PEC, em alguns anos não haveria como manter esse compromisso constitucional.

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