Paranavaí
Min. 18°C Max. 35°C
AGRONEGÓCIO

Quebra da safra afeta o PIB do Paraná no primeiro trimestre

25/06/19 00:00:00 - Economia > Agronegocios

O Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná caiu 1,61% no 1º trimestre de 2019 na comparação com o mesmo período de 2018. Segundo o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), entre os três grandes setores que compõem a economia regional, a agropecuária apresentou o pior resultado (-7,26%), provocado pela redução de 15,8% na safra de verão da soja, mas houve queda em todos os índices. No comparativo com o último trimestre de 2018, a diminuição foi de 1,2%.
O economista Julio Suzuki Júnior, diretor do Centro de Pesquisa do Ipardes, explica que o resultado leva em conta fatores que escapam do controle dos agentes públicos locais, como problemas climáticos e retomada lenta dos investimentos em nível federal. “A estiagem deste ano levou a dois fatores preponderantes para este resultado: queda na produção agrícola da soja, principal item do PIB agropecuário, e baixa produção de energia, com níveis fracos nos reservatórios”, afirmou.
O setor industrial, que engloba os segmentos de transformação, construção civil e serviços industriais de utilidade pública (energia elétrica, água, esgoto e gás), registrou queda de -0,26%. De acordo com o Operador Nacional do Sistema (ONS), os geradores de energia do Paraná produziram, no primeiro trimestre, 22,7% menos do que no mesmo intervalo do ano passado. Especificamente em relação a Itaipu, houve decréscimo de 26,7% na produção, como resultado dos baixos níveis do reservatório da usina no período.
Também houve retração no setor de serviços, de -0,56%. Esse resultado levou em conta baixas nas atividades de informação, comunicação e no segmento financeiro.
POSITIVO - Apesar das quedas, o economista do Ipardes indica que há tendências positivas para os próximos meses em função da retomada do emprego no Paraná e do dinamismo da indústria de transformação.
"O setor de serviços será beneficiado em breve pela recuperação do emprego e renda da população. A retomada do mercado de trabalho do Estado ainda não se traduziu em aumento do consumo porque os efeitos não são imediatos, mas a tendência é positiva para os próximos meses“, pontuou.
Suzuki destacou ainda que a indústria segue demonstrando capacidade de investimento e que houve recuperação nos reservatórios de Itaipu e do Sistema Copel com reservas para o inverno, o que deve elevar os resultados do setor industrial no próximo ciclo.
FUTURO - Apesar da crise econômica nacional e das perdas na safra de soja, o Estado conseguiu atrair até maio R$ 12,5 bilhões em investimentos privados e abriu 105.130 empresas, com saldo positivo de 8,4 mil novos negócios em relação ao mesmo período de 2018. Com o programa de incentivos do Estado, o governador Carlos Massa Ratinho Junior projeta a atração de R$ 20 bilhões em empreendimentos até o final deste ano.
Os R$ 12,5 bilhões prospectados pelo Estado significam crescimento de mais de 500% em relação a tudo que entrou via Agência Paraná Desenvolvimento (APD) em 2018, em torno de R$ 1,99 bilhão. Esse valor foi puxado pelo investimento anunciado pela Klabin em Ortigueira, na casa de R$ 9,1 bilhões, maior anúncio de expansão da América Latina neste ano, e do Grupo Madero, em torno de R$ 600 milhões.
Em relação a abertura de negócios, são 105.130 novas empresas registradas entre janeiro e maio, contra 96.665 do mesmo período do ano passado, aumento de quase 10%. Os números englobam os pedidos da Junta Comercial do Paraná e aqueles registrados diretamente em cartório. Maio, inclusive, foi o melhor mês do ano, com 23.919 novos negócios. Nos cinco primeiros meses, apenas em abril de 2019 o número foi inferior ao ano passado, e por uma diferença de 136 empresas.
O Paraná também fechou os 120 primeiros dias do ano como o quarto Estado que mais contratou, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina. Com 8.464 novos empregos, o Paraná também foi o terceiro estado do País que mais gerou vagas nos pequenos negócios no mês de abril, segundo levantamento do Sebrae, baseado nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia.
Além disso o Estado também reorganizou a máquina pública com a reforma administrativa, que enxugou o número de secretarias e cargos, e revisão e renegociação de contratos, com economia anual estimada de pelo menos R$ 85 milhões.

Economia

PROGNÓSTICO

Brasil deve fechar safra com recorde de 242,1 milhões de toneladas de grãos

AVICULTURA

Produção no Paraná ultrapassa 915 milhões de aves e tem o melhor semestre já registrado

AGRICULTURA

Safra de grãos no Paraná deve atingir 37 milhões de toneladas

AGRICULTURA

Conab prevê colheita de 50,92 milhões de sacas de café

ANÁLISE

Paraná bate recorde na produção de carne bovina

DEMANDA

Soja: Encerramento da colheita aumenta ritmo de negócios no BR

RITMO LENTO

Milho: Com baixa liquidez, preços seguem em queda

MANDIOCA

Desvalorizações comprometem rentabilidade da mandiocultura

REDUÇÃO DA SAFRA PARANAENSE

Preços dos principais produtos permanecem bons para os produtores

AVICULTURA

Paraná alcança segundo melhor mês em abate de frangos de sua história

SOJA

Procura começa a aumentar e preços da soja sobem no país

COTAÇÕES EM ALTA

Valores do milho estão em elevação na maior parte das regiões brasileiras

PREÇO MÉDIO

Oferta reduzida de mandioca eleva cotações

TENDÊNCIA

Boi: Volume de animais abatidos no Brasil se eleva em 2018

CITROS

Baixa produção eleva preços da laranja

FRANGO

Avicultores: Poder de compra vem registrando mais um mês de queda

COMENTA DECISÃO DA CHINA

“Não foi tão ruim assim”, diz ministra sobre medidas antidumping contra frango brasileiro

SOJA

Vendedores que anteciparam negócios agora se retraem no spot

POUCA DISPONIBILIDADE

Mandioca: Indústrias seguem com dificuldades para se abastecer

MILHO

Avanço da colheita não impede sustentação de preços do milho

agência dream