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HOMOFOBIA

Fluminense responde ofensas de Fellipe Bastos

19/02/19 00:00:00 - Esporte > Carioca
Fluminense responde ofensas de Fellipe Bastos Time do Vasco durante a parada técnica na decisão

RIO DE JANEIRO - O Fluminense respondeu as ofensas de Fellipe Bastos, depois do título do Vasco da Taça Guanaraba. No domingo, ainda no gramado do Maracanã, o meio-campista xingou o rival e usou até referências homofóbicas.
“Sexualidade é diversidade. A intolerância não pode ter mais espaço na nossa sociedade. O Fluminense é um time de todos, como todo clube deveria ser. E lamenta que alguns ainda deem lugar para o preconceito”, escreveu o clube, em seu Twitter, acompanhado de outro texto.
“O Fluminense entende que uma vitória seguida de homofobia é uma derrota para o esporte. Para a sociedade. E o país onde mais se assassina LGBTs no mundo não pode deixar uma demonstração tão clara de preconceito morrer. Por respeito. Por Justiça. Por humanidade.”
“O Fluminense, assim como todo clube de futebol, é feito de homens e mulheres de várias cores, condições sociais, sexualidades. E tem muito orgulho de cada um de seus torcedores. Por isso faz questão de afirmar, quantas vezes forem necessárias, que é um time de todos.”
Os gritos de Bastos foram registrados em vídeo por um amigo. Com o celular na mão, ele abraça o jogador, que dispara: “Série C do c... Toma no c... Time de v...”. Em seguida, os dois e outros amigos cantam: “V..., v..., v... Time de v...”.
O Vasco conquistou a Taça Guanabara com vitória por 1 a 0, com gol marcado por Danilo Barcelos. A decisão foi marcada por polêmicas fora de campo, com várias confusões com torcedores.
VASCO LAMENTA - O episódio envolvendo as declarações homofóbicas de Fellipe Bastos, jogador do Vasco, se referindo aos torcedores do Fluminense, continua repercutindo. Após o próprio jogador usar suas redes sociais para se desculpar, foi o clube quem deu suas explicações.
Também por meio das redes sociais, o Vasco lamentou bastante o episódio e disse que "a inclusão está no DNA do clube desde a sua origem", destacando que a equipe "abriu as portas para os negros e oriundos das classes sociais mais baixas". Além disso, o clube garantiu que o episódio será discutido internamente. 

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