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Velocidade da bola preocupa a seleção

No período da tarde, foram entregues no hotel alguns cilindros de oxigênio. Segundo o preparador físico Fábio Mahseredjian, não passa de precaução. "Se algum atleta porventura tiver necessidade, estaremos preparados. Mas provavelmente quase ninguém vai p

30/08/16 00:00:00 - Esporte > Seleção

QUITO, EQUADOR - O futebol brasileiro tem um longo histórico de sofrimento com partidas em cidades de altitude elevada. Seja na Libertadores ou na Copa América ou qualquer outro torneio semelhante, jogos em cidades como La Paz (3.600m acima do nível do mar), na Bolívia, remetem a jogadores errando o tempo da bola ou mesmo sem fôlego para continuarem em campo.
Localizada a 2.850m acima do nível do mar, Quito está em altura bastante elevada em relação às cidades do Brasil. Após avaliação da comissão técnica, foi decidido que os jogadores passariam por três dias de treinos na cidade antes de enfrentar o Equador na quinta (1º) pelas eliminatórias da Copa de 2018. Segundo ele, o preparador físico Fábio Mahseredjian, desta vez a preocupação é mais técnica do que física.
"La Paz é considerada uma altitude alta. Quito tem uma altitude moderada. Existe perda física, principalmente no que diz respeito à potência. Só que existe a questão da velocidade da bola, que é o aspecto técnico. Quanto mais você sobe, menor é a densidade do ar. Assim, a bola é muito mais rápida. Então optamos em vir para Quito alguns dias antes para os jogadores se aclimatarem à velocidade da bola", explica.
"Os sintomas da altitude de La Paz são severos, e por isso não podemos fazer o mesmo. Dores de cabeça intensas, náuseas, vômito, sangramento de nariz. É um risco que não se pode correr. Aqui em Quito, não. Acontece no máximo uma pequena cefaleia, mais nada", completa.
No período da tarde, foram entregues no hotel alguns cilindros de oxigênio. Segundo Mahseredjian, não passa de precaução.
"Se algum atleta porventura tiver necessidade, estaremos preparados. Mas provavelmente quase ninguém vai pedir."
"É um pouco complicado, mas não podemos pensar nas dificuldades que vamos enfrentar. Temos que pensar no que vamos propor e fazer. Na situação em que a gente está, não tem desculpa, não", disse o lateral Daniel Alves sobre o jogo na altitude de Quito.
Brasil e Equador se enfrentarão nesta quinta-feira (1º), no estádio Olímpico Atahualpa, às 18h (horário de Brasília), pela 7ª rodada das eliminatórias. O time da casa está na segunda colocação, com 13 pontos, enquanto o Brasil ocupa a sexta posição, com nove.

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