Paranavaí
Min. 18°C Max. 29°C
CRIME BRUTAL

Jovem confessa ter assassinato o pai com golpes de martelo

30/11/19 00:00:00 - Paranavaí > Policial
Jovem confessa ter assassinato o pai com golpes de martelo Corpo do aposentado até o fim da tarde de ontem ainda havia sido localizado

Está preso em Curitiba o assassino confesso de Manuel Ferreira da Rocha, de 73 anos, desaparecido desde o último sábado em Paranavaí. Leonardo Batista da Rocha, 21 anos, filho da vítima, residia com o pai e de acordo com depoimento, o rapaz teria cometido o crime após uma discussão com ajuda de uma menor de idade (14 anos), que seria sua namorada. A Polícia continua com as buscas pelo corpo da vítima.    
A Polícia Civil de Paranavaí, após familiares registrarem o Boletim de desaparecimento, passou a investigar o caso. Durante as investigações, informações não oficiais já estavam circulando nas redes sociais. Davam conta de se tratar de um homicídio brutal.  
Os investigadores da Policia Civis estiveram na residência do desaparecido, morador no Jardim Paulista. Eles perceberam que a residência estava “extremamente limpa”. Contudo em uma das vistorias foram encontradas manchas de sangue em um colchão que estava escondido no quintal. Pedaços de tecidos com sangue, escondidos em uma sacola, além de um balde plástico com manchas que aparentam ser sangue e um pedaço de tecido queimado, reforçaram as suspeitas. 
Na sequência, os investigadores passaram a receber várias ligações telefônicas dando conta de que o filho de Manoel, nome Leonardo Batista da Rocha e que residia com o pai seria, o autor do crime e estava desaparecido desde o último sábado (23). Este também foi o último dia que Manoel foi visto. O fugitivo estava com o carro do pai.
Leonardo, que já possuía vários antecedentes por incêndio, furto qualificado, corrupção de menores, uso de drogas e ameaça e estava em liberdade com monitoração de tornozeleira eletrônica, permaneceu por um tempo em uma localidade entre a cidade de Paranavaí e Nova aliança. 
Tratava-se de um canavial, reforçando indícios de que o corpo da vítima poderia estar naquela localidade.
Policiais Civis passaram então a fazer buscas e varreduras no local. Porém, até o momento o corpo não foi localizado. Na última quinta-feira (28) o veículo que estava em poder de Leonardo, de propriedade de Manoel, foi localizado abandonado em via pública em Paranavaí, sendo aprendido e levado à Delegacia, onde será submetido á perícia técnica.
Diante dos indícios levantados pela Polícia Civil foi solicitada a prisão temporária pelo prazo de 30 dias do Leonardo Batista da Rocha. Ainda na quinta-feira (28) a  Polícia Civil tomou conhecimento que Leonardo estaria em Curitiba, juntamente com sua namorada. 
Foi solicitado imediato apoio a policiais da Delegacia de Homicídios de Proteção à Pessoa para que efetuasse a prisão de Leonardo. 
Ele foi preso juntamente com a adolescente quando estava  na cidade de Curitiba, por volta das 21:30 de quinta-feira. 
Leonardo confessou ter matado de forma brutal seu pai Manoel Ferreira da Rocha, no último final de semana, com marteladas após discussão no interior da casa onde residia com o mesmo, indicando que sua namorada adolescente teve participação. Disse que após o crime colocaram o corpo no veículo, enterrando o corpo em um canavial localizado entre Paranavaí e Nova aliança. Após o crime, pegou um ônibus juntamente com sua namorada, evadindo-se da cidade. 
Indagado sobre o motivo do crime, Leandro informou que tirou a vida do seu pai em razão de ter surpreendido o mesmo tentando abusar de sua namorada dentro da casa onde residiam, versão confirmada pela adolescente.
Leonardo Batista da Rocha e a adolescente serão transferidos para Paranavaí no início da semana, onde haverá o interrogatório. Eles deverão indicar onde esconderam o corpo. A polícia Civil continua seguindo as investigações para constatar e confrontar os fatos com a verdade buscando a conclusão final das investigações e remessa do inquérito para posterior julgamento por parte do Poder judiciário. 
Leonardo ficará preso e deverá responder pelo crime de homicídio qualificado, ocultação e vilipêndio de cadáver, com pena que ultrapassa 30 anos de prisão.

diario do noroeste
agência dream