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SAÚDE

Noroeste do Paraná está vulnerável à circulação do vírus da febre amarela

Se o vírus da febre amarela é transmitido pelo Aedes aegypti, mesmo mosquito que propaga a dengue, é preciso chamar a atenção para os altos percentuais de infestação registrados nos municípios do Noroeste do Paraná

08/02/19 00:00:00 - Região > Regional
 Noroeste do Paraná está vulnerável à circulação do vírus da febre amarela Descarte de lixo de maneira irregular contribui para proliferação do mosquito transmissor da febre amarela - Foto: Fabiano Vaz Fracarolli

A área de circulação do vírus da febre amarela cresce de forma progressiva desde 2000. A expansão se deve, entre outros fatores, ao processo de desmatamento, ao aumento do ecoturismo e à construção de moradias em locais próximos a matas.
Entre julho de 2017 e junho de 2018, o Brasil enfrentou a maior epidemia da doença. Foram notificados 7.518 casos humanos, com 1.376 confirmações, havendo 483 mortes, quase todas na região Sudeste.
A proximidade do Paraná com o estado de São Paulo, localizado no Sudeste do Brasil e onde o quadro é considerado endêmico para febre amarela, colocou a Secretaria de Estado da Saúde em situação de alerta.
A preocupação aumentou quando foram confirmadas as mortes de macacos que contraíram o vírus da doença. Os casos foram registrados em janeiro deste ano, no litoral paranaense, e revelam os riscos de circulação da febre amarela também entre humanos.
Na região Noroeste do Paraná ainda não foram registradas mortes de macacos pela doença. Também não houve confirmação de casos em seres humanos. Mesmo assim, os municípios estão expostos aos riscos.
O primeiro fator a ser considerado é que o Extremo-Noroeste paranaense faz divisa com São Paulo e com Mato Grosso do Sul, onde há grandes reservas de mata nativa. A circulação viral pode ter origem nos dois estados.
Outro ponto relevante é a grande quantidade de Aedes aegypti circulando pelos municípios da região. O mosquito transmissor da dengue também é responsável pela propagação do vírus da febre amarela na área urbana.
Por isso, a Secretaria de Estado da Saúde recomendou a capacitação das equipes de atenção básica para a identificação precoce de casos humanos suspeitos. Também orientou que a população seja conscientizada sobre a importância de informar sobre a morte de macacos.
De acordo com informações da 14ª Regional de Saúde, é necessário intensificar as orientações sobre a vacinação contra a febre amarela, especialmente em áreas de maior risco, por exemplo, na zona rural e em ambientes de trabalhos agrícolas.
A faixa etária para vacinação vai de nove meses a 59 anos. Apenas uma dose garante proteção para o resto da vida, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde.
ÍNDICES DE INFESTAÇÃO – Se o vírus da febre amarela é transmitido pelo Aedes aegypti, mesmo mosquito que propaga a dengue, é preciso chamar a atenção para os altos percentuais de infestação registrados nos municípios do Noroeste do Paraná.
Em janeiro, o Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (Lira) revelou que a quantidade de focos do mosquito está acima do considerado tolerável, que é 1%, em toda a região.
A situação se agrava principalmente pela falta de cuidados da população quanto às medidas preventivas. O descarte irregular de lixo e a falta de limpeza em quintais são os principais fatores. É que dão condições para que o mosquito complete o ciclo reprodutivo.

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