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 Três projetos criarão 40,2 quilômetros de ciclovias na cidade - Foto: Divulgação |
A Prefeitura de Curitiba está desenvolvendo um Plano Diretor Cicloviário, que prevê a inserção da bicicleta como meio de transporte no dia a dia da população. “O objetivo é incentivar cada vez mais o uso da bicicleta”, explica o prefeito Beto Richa. Conduzido pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), o Plano Diretor Cicloviário será concluído até o fim do ano. A adoção da bicicleta como meio de transporte reduz os impactos ambientais da mobilidade urbana, uma vez que não produz poluição atmosférica e sonora.
Três projetos criarão 40,2 quilômetros de ciclovias na cidade: a ciclovia da Linha Verde Norte terá 7,5 quilômetros de extensão, no Eixo da Integração serão 4,2 quilômetros e no projeto Viva Birigui estão previstos 28,5 quilômetros de ciclovias.
Somada à primeira ciclofaixa da cidade, que será implantada na Avenida Marechal Floriano Peixoto, numa extensão de 5,5 quilômetros, entre o viaduto da Linha Verde e o Boqueirão, a malha cicloviária aumentará em, no mínimo, 45%. “O Plano Diretor prevê ainda outras medidas”, afirmou Richa.
Outros mecanismos poderão ser adotados, como ciclofaixas, rotas privilegiadas, calçadas compartilhadas, paraciclos e bicicletários. O conjunto de ações a ser adotado pela Prefeitura de Curitiba integra o programa Pedala Curitiba e o objetivo é incentivar o uso da bicicleta pela cidade e permitir que este deslocamento seja feito de forma segura.
O Plano Diretor Multimodal, em discussão atualmente no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), visa criar uma malha cicloviária de abrangência metropolitana. O projeto do Metrô Curitibano, em fase de elaboração dos projetos de engenharia, relatórios ambientais e desenvolvimento de projetos que incluem as estações para embarque e desembarque, também prevê a integração do transporte público com a bicicleta. Todas as 22 estações previstas na primeira linha do metrô serão ligadas por uma grande ciclovia onde hoje passa ônibus biarticulado do sistema expresso nos Eixos Norte e Sul. Além disso, todas as estações terão uma área reservada ao estacionamento de bicicletas.
A integração dos dois modais é defendida pelo professor e diretor do doutorado em Gestão Urbana da PUC, Fábio Duarte. “É como acontece em Bogotá, onde o ônibus está atrelado à ciclofaixa ou ciclovia. A integração é fundamental, quer seja ônibus ou metrô”, disse.
O professor considera que o uso da bicicleta deve ser incentivado pelas administrações públicas. “Curitiba foi importante por trabalhar a pauta ambiental e pode se destacar por incentivar a utilização da bicicleta”, observou Duarte.
Antes da sua aprovação, o Plano Diretor Cicloviário será apresentado e debatido com os movimentos da sociedade civil organizada que defendem a utilização da bicicleta. Uma das primeiras medidas será a recuperação da malha cicloviária atual, que receberá sinalização em toda a rede existente. Um estudo é elaborado pelo Ippuc em parceria com a Diretran (Diretoria de Trânsito) para o detalhamento da sinalização, que deverá atender o Código de Trânsito Brasileiro.
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