Paranavaí
Min. 19°C Max. 35°C
ECONOMIA

Varejo paranaense tem crescimento de 2,12% nas vendas em setembro

Associação São Jorge joga amanhã em Cidade Gaúcha

  • Amanhã no Campestre tem rodada do Máster Relâmpago
  • Definidos os jogos das quartas de final da Copa São José
  • Sesc está realizando os Jogos Infantis
  • Curitiba é campeã do Paranaense das Estrelas
  • Suíço Relâmpago do Campestre prossegue hoje
  • ABC
  • América-MG
  • América-RN
  • Asa
  • Atlético-GO
  • Atlético-MG
  • Atlético-PR
  • Avaí
  • Bahia
  • Boa Esporte
  • Botafogo
  • Bragantino
  • Ceará
  • Chapecoense
  • Corinthians
  • Coritiba
  • Criciúma
  • Cruzeiro
  • Figueirense
  • Flamengo
  • Fluminense
  • Goiás
  • Grêmio
  • Guaratinguetá
  • Icasa
  • Internacional
  • Joinville
  • Náutico
  • Oeste
  • Palmeiras
  • Paraná
  • Paysandu
  • Ponte Preta
  • Portuguesa
  • Santa Cruz - PE
  • Santos
  • São Caetano
  • São Paulo FC
  • Sport
  • Vasco
  • Vitória-BA

Colunistas

Tânia Mara
Artigos
Dinei Feitosa
Sinopse Geral

Articulistas

André Maciel
EDENI MENDES
Fabiano Brum
Josué Ghizoni
Marcelo Rios
Márcia Spada
 - Terça-feira | Edição 18.424
Diário Digital Terça-feira | Edição 18.424 19/11/2019 Baixar
Bancos mantêm trajetória de aumento da rentabilidade, diz BC
ECONOMIA

Bancos mantêm trajetória de aumento da rentabilidade, diz BC

Kelly Oliveira Da Agência Brasil  Os bancos mantiveram a trajetória de aumento da rentabilidade no primeiro semestre de 2019, mas com sinais de desaceleração. Essa é a conclusão do Relatório de Estabilidade Financeira, divulgado ontem (10) pelo Banco Central (BC).O Retorno sobre o Patrimônio Líquido, indicador que mede a rentabilidade do dinheiro investido pelos acionistas do sistema bancário, alcançou 15,8%, em junho deste ano, com aumento de 1 ponto percentual em relação a dezembro de 2018 (14,8%). Em junho de 2018, o indicador estava em 14,3%.No caso dos bancos públicos, o indicador chegou a 14,3 % no final do último semestre. Já os bancos privados tiveram um índice maior: 16,5%.Segundo o relatório, os acréscimos recentes no nível de rentabilidade do sistema bancário foram influenciados pela retomada gradual no crescimento do crédito, acompanhada de maior participação de pessoas físicas e pequenas e médias empresas. Com essa alteração na composição da carteira de crédito dos bancos, aumentou o lucro porque o spread (diferença entre taxa de captação de recursos e os juros cobrados dos clientes) é maior nessas operações quando comparado ao crédito para grandes empresas. “Além disso, o controle de despesas administrativas foi relevante para os bancos públicos no semestre”, diz o BC.O diretor de Fiscalização do Banco Central, Paulo Souza, afirmou que, para não perder rentabilidade no futuro, os bancos terão que aumentar o volume e o número de tipos de empréstimos. “Ou aumentam volume ou alteram mix [de operações de crédito] ou a margem vai cair”, disse o diretor.Souza explicou que os bancos tiveram lucros maiores com o crédito no período em que a taxa básica de juros, a Selic, foi diminuindo. Isso porque, até 2018, os bancos captavam dinheiro a uma taxa de juros mais baixa, com a Selic menor, e tinham ganhos com os juros mais altos dos empréstimos que já tinham sido feitos pelos clientes. Entretanto, com novos empréstimos sendo feitos com taxas para os clientes mais baixas, essa margem de lucro diminuiu.RECEITAS DE SERVIÇOS - De acordo com o relatório, “as receitas com serviços mantiveram crescimento em relação ao semestre anterior, contando ainda com incremento em rendas de tarifas bancárias relacionadas a pacote de serviços e outras tarifas vinculadas a movimentações de recursos”. No entanto, acrescentou o BC, esse crescimento demonstrou desaceleração em relação aos últimos semestres, com estabilização das receitas com cartões no 1º semestre de 2019 e desaceleração do aumento das rendas provenientes de administração de fundos. “O menor crescimento do volume dos recursos administrados foi relevante nessa desaceleração”, acrescentou.Porém, diz o Banco Central, a cobertura de despesas administrativas por receitas de serviços evoluiu de forma negativa no semestre. Houve aumento de 2,8% das despesas administrativas acumuladas em 12 meses, entre dezembro de 2018 e junho de 2019, perante o crescimento de 2% das receitas de serviços. “Após um período de ganhos de eficiência operacional do sistema bancário, decorrentes das políticas de contenção de custos e das reestruturações administrativas, no 1º semestre do ano essa evolução foi pressionada pela estabilização de grupos de receitas de serviços que mantinham evolução positiva relevante nos últimos dois anos”, destaca o relatório.Paralelamente, acrescenta o BC, ocorreram despesas extras com processos de desligamento e despesas sazonais relacionadas à remuneração e ao pagamento de bônus no semestre. “Não obstante, a constante busca dos bancos por cortes de custos com redução de agências e funcionários, acompanhada da evolução da digitalização dos serviços financeiros, mantém a perspectiva de aumento da eficiência operacional no médio e longo prazo”, diz o relatório.SOLVÊNCIA - O BC informa ainda que a solvência do sistema avançou em nível e em qualidade, aumentando ainda mais a capacidade dos bancos para suportar o ritmo de crescimento do crédito. Simulações continuam demonstrando que os bancos brasileiros têm capacidade para enfrentar situações de estresse.“A retenção de lucros tem sido a principal fonte de aumento de capital principal, o que corrobora a percepção de avanço em qualidade”, diz o relatório. Para o BC, o nível de provisões (recursos reservados paras casos de inadimplência) “mantém-se confortável, em linha com o perfil de risco da carteira de crédito”.

Indicador de custos industriais sobe 1,1% no segundo trimestre
ECONOMIA

Indicador de custos industriais sobe 1,1% no segundo trimestre

Agência BrasilPressionado pelas altas nos gastos com pessoal, energia e bens intermediários, o indicador de custos industriais subiu 1,1% no segundo trimestre deste ano frente ao período imediatamente anterior na série com ajustes sazonais. Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, os custos industriais aumentaram 3,5%, informa o estudo divulgado ontem (4), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).Os custos com energia, que crescem desde o fim de 2016, subiram 2,1% no segundo trimestre em relação ao primeiro trimestre deste ano, na série com ajuste sazonal. O aumento da energia foi impulsionado pela alta de 5,1% do óleo combustível e de 1,3% na energia elétrica. O custo com pessoal teve alta de 1,1%. O de bens intermediários subiu 1,7%. Conforme o estudo da CNI, os custos tributários diminuíram 0,6% e os com capital de giro recuaram 3,7%.PREÇOS - No mesmo período em que os custos industriais subiram 1,1%, os preços dos produtos industrializados no mercado doméstico aumentam 2%, o que indica a elevação dos lucros das empresas. Além disso, a alta dos custos industriais foi inferior ao crescimento de 5,4% nos preços em reais dos manufaturados nos Estados Unidos, o que melhorou a competitividade dos produtos brasileiros no mercado externo.“Apesar do ganho de competitividade nos mercados externos, a indústria brasileira perdeu competitividade no mercado doméstico, pois o preço dos manufaturados importados, em reais, cresceu 0,6%, menos do que o aumento de 1,1% nos custos industriais das empresas brasileiras”, diz o estudo da CNI.

Governo quer abrir 20 mil vagas de emprego para jovens carentes
OPORTUNIDADE

Governo quer abrir 20 mil vagas de emprego para jovens carentes

O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou a criação do programa Cartão Futuro para incentivar a abertura de vagas de trabalho para 20 mil jovens de 14 a 18 anos em situação de vulnerabilidade social. “É uma iniciativa para dar a primeira oportunidade de emprego para pessoas que têm dificuldades de colocação no mercado de trabalho”, afirma o governador.Um dos objetivos do programa é incentivar as micro e pequenas empresas a contratar aprendizes. Para isso, o Governo do Estado vai subsidiar parte dos vencimentos, com recursos do Fundo Estadual de Combate à Pobreza. Com o mesmo mecanismo, a administração estadual vai estimular as grandes empresas a abrir novas oportunidades para jovens. A medida será trabalhada mesmo junto às companhias que já cumprem a cota estabelecida por lei federal.O programa Cartão Futuro será administrado pela Secretaria da Justiça, Trabalho e Família, que está finalizando a regulamentação da medida. “É uma iniciativa que abre novas possibilidades para meninos e meninas que buscam a chance de um futuro melhor. Com o estímulo do Estado, acreditamos que os empresários ficarão sensíveis a esta ideia”, afirma o secretário Ney Leprevost.Leprevost explica que a determinação do governador é para que a pasta contribua de todas as formas para ampliar as oportunidades de trabalho no Paraná, seja por meio de qualificação ou intermediação de mão de obra. “O Paraná já se destaca na geração de empregos formais, com 60 mil vagas abertas neste ano e o nosso objetivo é ampliar esses resultados”, afirma o secretário.INTERMEDIAÇÃO - Ele lembra que as agências do trabalhador foram reforçadas e estão prestando serviços para grandes empreendimentos que acontecem no Paraná, como a construção da nova planta da Klabin e da segunda ponte entre Brasil e Paraguai, em Foz do Iguaçu.Outro projeto já consolidado é o Paraná Serviços, um aplicativo que aproxima profissionais autônomos de pessoas que necessitam de serviços especializados. “É uma ferramenta que moderniza aquilo que já era feito nas Agências do Trabalhador, que é a intermediação. É caminho direto, que possibilita ao prestador apresentar suas qualificações e ser ranqueado em função delas”, explica o secretário.Segundo a Secretaria da Justiça, Trabalho e Família, os principais serviços solicitados são marido de aluguel (serviços gerais), diarista, pedreiro, eletricista, pintor, garçom, motorista, recepcionista, auxiliar de limpeza e babá.QUALIFICAÇÃO - O governo estadual também desenvolve programas de capacitação e qualificação profissional. O destaque são as Carretas do Conhecimento, realizado em parceria com o Senai-PR. São oito escolas móveis que oferecem cursos de Instalações Elétricas, Manutenção de Motocicletas, Confecção, Elétrica Automotiva, Mecânica Automotiva, Mecânica Industrial Básica, Panificação e Refrigeração.

PARANÁ

Adapar realiza cerca de 100 mil exames sanitários por ano

O Centro de Diagnóstico Marcos Enrietti, vinculado à Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), trabalha como apoio à defesa agropecuária do Paraná e realiza aproximadamente 100 mil exames por ano. Eles ajudam a manter a saúde animal e a sanidade vegetal de boa parte dos produtos consumidos no País e exportados.Entre os laboratórios públicos, o paranaense é um dos maiores, com 42 exames acreditados pelo Inmetro e reconhecidos internacionalmente, além de ser credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para doenças incluídas nos programas oficiais de controle ou erradicação."A Adapar tem um laboratório de excelência que garante o suporte à atividade de vigilância e monitoramento da sanidade agropecuária paranaense”, salienta o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. “Os equipamentos modernos, que inclusive apresentam resultados online, e os servidores que ali atuam são uma segurança na detecção e auxílio no combate emergencial e rotineiro a qualquer doença", afirma ele.“O trabalho realizado aqui complementa o sistema de fiscalização que é feito no campo para, dessa forma, garantir a qualidade dos alimentos tanto de origem animal quanto vegetal para o consumidor”, disse o gerente do centro, Rodrigo Gibrail Okar.  Além do atendimento prioritário à Agência de Defesa Agropecuária do Paraná, à qual é vinculado, e a programas desenvolvidos pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, o Centro de Diagnóstico oferece serviços para particulares mediante pagamento de taxas.A entrada nas dependências do laboratório, instalado no Setor do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Paraná, em Curitiba, é controlada para evitar qualquer contaminação das amostras que chegam do campo. Aventais próprios e protetores para os pés são obrigatórios. Em alguns locais, como no laboratório de análise da raiva, ninguém entra se não obedecer todo o protocolo de controle que inclui, entre outras ações, a vacinação e sorologia para comprovação de título de anticorpos.COORDENAÇÕES - O Centro de Diagnóstico Marcos Enrietti tem 28 profissionais, entre veterinários, agrônomos, biólogos e técnicos, além dos servidores administrativos. Ele é dividido em três coordenações: diagnóstico animal, diagnóstico vegetal e biologia molecular. Na área animal, há alguns trabalhos que ganharam maior importância, em razão da amplitude das doenças investigadas ou de políticas governamentais de sanidade ou econômicas. Entre elas estão a peste suína clássica, a influenza aviária, a salmonelose e a brucelose.“Trabalhamos basicamente de duas formas. Uma delas é a parte de sorologia, que é a pesquisa de anticorpos, descobrir se o animal ficou exposto a uma doença indiretamente, ou seja, se ele tem anticorpos para aquela doença”, disse a médica veterinária Maria Constanza Rodrigues. “Mas também trabalhamos com a identificação do agente, saber se naquele momento em que o médico veterinário coletou a amostra no campo o animal estava com o vírus presente no organismo.”Na área vegetal, o trabalho é para identificar pragas e doenças que atacam as plantas e que estão distribuídas em grandes grupos: insetos, nematoides, ácaros, bactérias, vírus e fungos. Eles são responsáveis por causar danos de interesse econômico à agricultura. Para auxiliar na identificação, o Centro de Diagnóstico tem uma coleção com mais de mil espécies de insetos, ácaros e outras pragas. “Eles são referência”, disse o engenheiro agrônomo Arlei Maceda. “Em vez de se debater com os livros vai na coleção e verifica se já está lá para definir a espécie por comparação.”BIOLOGIA MOLECULAR - No apoio ao trabalho dessas duas áreas está o laboratório de Biologia Molecular, que concentra alguns dos equipamentos mais modernos da estrutura. Por meio de parceria, a Adapar recebeu um aparelho de alta precisão para diagnósticos por técnicas moleculares em tempo real do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar).Segundo a médica veterinária Rosângela Rodrigues dos Santos, os aparelhos garantem maior rapidez e qualidade nos exames. Enquanto no sistema convencional seriam necessárias várias etapas de análise em diversos equipamentos, os novos concentram o trabalho, podendo processar até 96 amostras simultaneamente, e apresentam o resultado rapidamente, quase em tempo real. “A capacidade e a precisão de diagnóstico do laboratório foi aumentada”, afirmou Rosângela.ENRIETTI – O Centro de Diagnóstico Marcos Enrietti foi criado em 1983, com ampliação inaugurada em 2008. Nascido em São Paulo em 29 de outubro de 1913, Marcos Augusto Enrietti faleceu em Curitiba em 1981. Formado pela Escola Superior de Veterinária do Paraná, foi professor de Zootecnia Especializada na mesma instituição e, quando faleceu, ainda lecionava na Faculdade de Veterinária da Universidade Federal do Paraná. Ele também se formou engenheiro agrônomo em Ahun, na França.Em 1940, após estágio no Instituto Biológico de São Paulo, Enrietti influenciou seu padrasto, o interventor Manoel Ribas, a criar o Laboratório de Análises e Pesquisas (LAP), vinculado ao Departamento de Agricultura do Governo do Estado do Paraná. No ano seguinte, o laboratório transformou-se no Instituto de Biologia Agrícola e Animal (IBAA) e, logo depois, no Instituto de Biologia e Pesquisas Tecnológicas, dirigido por ele até 1960. A última alteração de nome e de estrutura jurídica e administrativa ocorreu em 1978, dando lugar ao atual Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar).

agência dream