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EDENI MENDES
EDENI MENDES
LITERATURA

O Casamento Mudou

25/10/16 - Articulista > EDENI MENDES

"Já não se faz mais casamento como antigamente".
A frase, de duplo sentido, pode significar o ritual, a festa ou a convivência diária.
Casamento virou superprodução com direito a roteiro de cinema, assessoria, estilista, cinegrafista, fotógrafos, organizadores, floristas, massagistas e mais uma infinidade de "istas" e de gente dedicada exclusivamente para que a ocasião seja inesquecível... Principalmente no bolso.
Já não se casa simplesmente pela celebração e pelo rito que, em última análise, deveria significar a comunhão, a união com propósitos de vida em comum embasada no sentimento mais nobre: o amor. Se assim fosse, bastaria a decisão, a oficialização e para quem quer o rito religioso.
Mas já não é bem assim. Há uma curva ascendente e voraz na exigência de igrejas decoradíssimas, vestidos exuberantes, cardápios nababescos e lembranças inesquecíveis. Às vezes o estímulo visual e sonoro é tanto que a data fica marcada não pela beleza ritualística do casamento, mas sim pelos efeitos especiais que, de tão gritantes, beiram o mau gosto.
Mas o casamento não mudou apenas na tentativa cada vez mais absurda de sobrepujar todos os casórios anteriores.
Há pouco mais de 50 anos, significava atingir o auge da ambição, principalmente a feminina. Se o sujeito fosse bonitão e bem sucedido, o famoso "partidão”, era a glória. 
Chegar solteira aos trinta? Jamais! Uma tragédia!
Na maioria das famílias a estrutura era paternalista e machista.
As pessoas se adaptavam, os sonhos eram readequados e os valores familiares seguiam uma cartilha que nem sempre permitia questionamento ou mesmo diálogo.
Neste cenário a mulher, com poucas exceções, era vista como colaboradora, dona de casa, mãe de família, uma verdadeira “rainha do lar”.
A infidelidade, e neste caso sobressaía a masculina, era tolerada como um comportamento "típico de homem".
Mulheres insatisfeitas e resignadas. Homens compelidos a determinados padrões para se enquadrarem ao papel que a sociedade lhes cobrava, geravam em muitos casos, relacionamentos quase que exclusivamente frustrantes. 
Felizmente isto mudou. E mudou rápido. 
Não há que se falar hoje em dia nesta figura feminina passiva e nem nesta figura masculina absurda.
Com algumas exceções que ainda colocam o casamento no auge da realização pessoal, a busca por um parceiro ou parceira não é mais questão de honra, de desespero, competência e nem de orgulho.
Mulheres e homens vivem muito bem sozinhos e muitos pensam duas vezes antes de assumir um compromisso se não tiverem absoluta certeza da qualidade dele.
Mas, por outro lado, a exigência atual para um bom relacionamento é gigantesca.
Não nos basta mais apenas segurança, o amor declarado, o companheirismo ou a estrutura familiar. Queremos mais. Queremos as viagens fantásticas, os jantares inesquecíveis, as surpresas constantes, os cenários de novela e a felicidade suprema, irrestrita, inquestionável, irreparável! O tempo todo! Todos os dias! Como um parâmetro indiscutível para a continuidade do casamento ou do relacionamento.
Para começar, isto não existe.
A mulher perfeita, leve e solta dos comerciais de margarina que anda sorridente pela praia, descalça e flutuante em seu vestido diáfano pode até existir em uma viagem de férias, após algumas taças de vinho ou quando recebe uma notícia maravilhosa. Na maioria das vezes, entretanto, é apenas uma criação da mídia.
Homens charmosos, elegantes, bem sucedidos e profundamente interessantes o tempo todo também são criações virtuais.
Portanto, este mundo utópico onde casais flutuam em alegria e felicidade inebriantes não é real e possui facetas bem menos glamorosas: as preocupações do dia a dia, as enxaquecas, as dívidas, os problemas na escola dos filhos, a insatisfação pessoal, a frustração dos planos e do desgaste cotidiano.
O humor varia, porque nossas emoções, sentimentos e pensamentos também são variáveis e é preciso compreender que há uma individualidade psicológica, social, física e emocional que muitas vezes não se comunica com a unidade buscada no relacionamento. Antes de sermos casal, somos pessoas com diferentes ciclos e ritmos.
E é exatamente neste contexto que oscila entre alegria e tristeza, satisfação e busca, frustração e encantamento, medo e felicidade que os verdadeiros casamentos devem sobreviver. Cá entre nós, é muito fácil viver um conto de fadas onde há sempre festa, mas quando os questionamentos surgem no meio da noite, é quando mais se precisa do carinho, do respeito, da compreensão e do amor que são os alicerces de qualquer relacionamento.
A maior mudança do casamento nestes últimos anos, entretanto, foi saber o que se quer "de" e "em" um relacionamento, onde sacrifícios e adaptações para apenas agradar ou para "manter as aparências" já não se justificam.
A violência da famosa “concessão" gera um saldo emocional e psicológico terrível que no final, inevitavelmente volta com as garras afiadas da cobrança e até da culpa.
Casamento (ou qualquer relacionamento estável) exige construção, valorização e crescimento. Pede igualdade, fidelidade, responsabilidade, entrega, comprometimento, sentimento e até mesmo devoção. Mas exige também compreensão. 
Compreensão de que é impossível buscar ter valor com base no valor do outro, compreensão de que ninguém muda simplesmente porque se casou ou resolveu unir as escovas de dente; compreensão de que é impossível ser feliz com base na felicidade de alguém. 
Portanto, quando estes objetivos não são alcançados, é comum a separação e a retomada da busca pela tão aclamada “felicidade”; seja sozinho ou acompanhado. Não importa. O que importa realmente é a satisfação.
Acima de tudo, porém, é preciso primeiro olhar no espelho e amar o que se vê, com toda a fragilidade, defeitos, medos e arestas. Só assim estaremos preparados e prontos para a entrega. Caso contrário, é possível que a união ou aquele casamento fantástico que custou os olhos da cara acabe sufocado pela intolerância, frustração, impaciência ou termine com as discussões absurdas e cheias de mágoa por assuntos tolos e irrelevantes como a nova cor das cortinas. 

Colaboração de Edeni Mendes da Rocha

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23/01/19

Palestra sobre o tema Saúde Emocional, com a palestrante San Gavioli, master positive coach, às 19h, na Aciap. A entrada é uma colaboração espontânea de um livro novo ou usado.

24/01/19

Baile do Cincão sob a animação musical dos Meninos do Fandango (Adilson Gaiteiro), no Paranavaí Tênis Clube, a partir das 20h.

24/01/19

No Centro Espírita André Luiz (Casa da Sopa), palestra sobre o tema O Filho Pródigo. Às 20h, com a palestrante Beatriz Gelati.

24/01/19

No Sesc de Paranavaí, exibição gratuita do filme “Eu não sou seu negro”. Às 19h30, na unidade central do Sesc, próximo à Praça dos Pioneiros.

25/01/19

Acampamento Mirim, para campistas de 10 a 12 anos de idade, realização da Paróquia São Sebastião- Santuário do Carmo. Dias 25 a 27 de janeiro.

26/01/19

Nathal Santos mais Gaiteiro Mizael são os destaques musicais no baile do Paranavaí Tênis Clube. Início 22h.

30/01/19

Colação de Grau dos Cursos da Unipar de Paranavaí: Arquitetura e Urbanismo, Estética e Cosmética, Farmácia e Sistemas de Informação. Às 19h, no Harmonia Country Club.

31/01/19

Baile do Cincão ao som da Banda Santa Maria. No Paranavaí Tênis Clube, a partir das 20h.

31/01/19

Colação de Grau dos Cursos da Unipar de Paranavaí: Administração e Engenharia Civil. Às 19h, no Harmonia Country Club.

31/01/19

No Sesc de Paranavaí, exibição gratuita do filme “O futuro perfeito”. Às 19h30, na unidade central do Sesc, próximo à Praça dos Pioneiros.

31/01/19

Palestra com tema livre, proferida pelo palestrante Jorge Alberto. Às 20h, no Centro Espírita André Luiz (Casa da Sopa).

01/02/19

Colação de Grau do Curso de Direito da Unipar de Paranavaí. Às 19h, no Harmonia Country Club.

02/02/19

Encontro de Cura e Libertação "Por suas feridas fomos curados", no Recanto Dom Bosco, numa realização da CCE. O Acampamento de Oração será com Ironi Spuldaro. Contato: 3446-2947.

03/02/19

Encontro de Cura e Libertação "Por suas feridas fomos curados", no Recanto Dom Bosco, numa realização da CCE. O Acampamento de Oração será com Ironi Spuldaro. Contato: 3446-2947.

14/02/19

Formação em Hipnose Clínica, ministrada por Fernando Ventura, de São Paulo. Realização: Questão de Método. Dias 14 a 17. Contatos: fone 99900-9434 ou 99906-8696.

16/02/19

Show Serenata, de Oswaldo Montenegro, às 21h, no Teatro Marista, em Maringá.

22/02/19

Concurso Rainha da 48ª ExpoParanavaí (Exposição Agropecuária e Industrial de Paranavaí).

02/03/19

Cavalgada que antecede a 48ª ExpoParanavaí.

08/03/19

Abertura da 48ª ExpoParanavaí e 22ª Internacional, no Parque de Exposições Costa e Silva. Continua até dia 17.

09/03/19

Na ExpoParanavaí, show da dupla Zé Neto & Cristiano.

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